O nome na ponta da língua
Quase toda semana alguém senta na minha frente e, antes de eu perguntar qualquer coisa, já diz o nome do que veio fazer. Viu na internet, a amiga fez, a blogueira indicou.
Eu entendo. Só que pedido não é indicação. O pedido conta o que você ouviu falar. A indicação nasce do que o seu rosto, a sua pele ou o seu cabelo mostram quando eu examino.
A pergunta que vem antes
Por isso a minha consulta começa de outro jeito: o que exatamente incomoda você? Desde quando? O que você já tentou?
Às vezes o pedido estava certo. Muitas vezes, o que incomoda tem outra causa, e o procedimento que você pediu resolveria outra coisa. Descobrir isso é o meu trabalho, não o seu.
Quando eu digo não
Se o que você pediu não vai entregar o que você espera, eu falo. Falo também quando não é a hora, quando existe um caminho mais simples e quando o caso é de outro especialista.
Dizer não faz parte de cuidar. É o que permite que o meu sim valha alguma coisa.
O que você leva da consulta
Um plano. O que tratar primeiro, o que associar depois, o que manter. Não é o procedimento. É a estratégia.




